Descoberta da Semana: Max Meser

A primeira impressão que temos ao escutar Max Meser, ou até mesmo ver algumas fotos e performance do cantor, é que o cantor entrou em uma máquina do tempo em plenos anos 60/70 e desembarcou no futuro. O cantor espanhol canta canções em inglês e com bastante influência dos Beatles e com uma pitada de psicodelismo.

O cantor já lançou dois álbuns: Changes, lançado em 2016 e Picture,  em 2017, e em ambos álbuns a atmosfera orgânica, cheia de pianos, guitarras em um pop bem gostoso e um pouco nostálgico aparecem e encantam. Escolhemos a canção “She” que mostra bem que pode sim fazer uma canção pop, com piano marcado e um vocal bem especial, confira:

 

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Alvarez Kings- “The Other Side of Sadness”

Alvarez Kings lançaram o álbum Somewhere Between no ano passado e o terceiro single do álbum ganhou clipe e vai ganhar até EP no final deste mês. “The Other Side of Sadness” é uma das principais faixas da banda, que na versão demo vinha cheia de guitarras e energia, agora tem uma atmosfera bem eletropop.

O clipe da canção mostra a história de um pai solteiro e sua obsessão por se exercitar, mais precisamente em puxar ferro. Logo após descobrimos a ligação  de tanto treino em sua vida e porque o filho aparece sem a mãe. Um clipe bem bonito e tocante, assim comoa história da canção, confira;

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Son Lux- “Slowly” (video)

O trio eletrônico Son Lux já tinha anunciado a volta ano passado com alguns EPs bem políticos, mas o novo álbum também virá ainda este ano com o nome de Brighter Wounds. Um dos singles já ganhou clipe e, como de praxe tem uma atmosfera misteriosa e uma história bem diferente.

Em preto e branco, “Slowly” conta a história de uma garota, uma moça que provavelmente é sua mãe e a relação das duas com sangue.  Bem surpreendente, o video conta com a trilha perfeita da melodia um pouco quebrada de “Slowly” (que é uma das melhores canções da banda), confira:

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Descoberta da semana: Arrows In Action

A descoberta da semana foi feita pelo instagram! Da Flórida, Estados Unidos, e fazendo um som indie de ótima qualidade- Arrows In Action, está na ativa desde 2012 e vem conquistando público principalmente no sul dos EUA, com seus três integrantes que azem um rock com boas guitarras e uma melodia bem dançante.

A banda lançou ano passado o EP Coasting, que traz canções bem fortes como “LA Sound” e “Three Night Stand”, que trazem o melhor dos vocais de Victor Viramontes, as guitarras de Adrian De Zayas e a bateria sempre intensa de Jesse Frimmel. O EP é o segundo trabalho oficial da banda, e vale muio a pena conferir. Escolhemos a canção “M.J.F.”, que abre o EP como amostra do som dos caras:

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First Aid Kit- “Fireworks”

O duo First Aid Kit está prestes a lançar o novo álbum Ruins ainda este mês, e como segundo single, as irmãs Klara e Johanna soltaram “Fireworks” há algumas semanas, pois bem, o single agora também ganhou um clipe bem produzido.

Situado nos anos 80, com todas as roupas e penteados dignos da moda da época, o clipe traz uma atmosfera sci-fi, especialmente na hora do baile da escola, onde todo o público parece estar possuído e as duas irmãs são as únicas que se salvam. Bem divertido e com um belo visual, confira então “Fireworks”:

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Sufjan Stevens- “Mystery of Love” (Vídeo)

Sufjan Stevens escreveu e gravou duas canções para a trilha sonora do filme italiano Call Me By Your Name ( Me Chame Pelo Meu Nome) dirigido por Luca Guadagnino: “Visions of Guideon” e “Mystery of Love” ambas com a atmosfera específica de Sufjan Stevens, com seu bajo, voz aveludada  e muita emoção.

E “Mystery of Love” ganhou um clipe com cenas do filme, assim como cenas com foco nas estátuas romanas, que é tanto uma alusão ao tema do filme quanto ao caso amoroso vivido pelos protagonistas da história. Simples e bonito, confira então a versão oficial do clipe de “Mystery of Love”:

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10 Melhores Canções de Natal (Indie…)

Natal está chegando e a atmosfera do mundo todo muda. Com decorações, luzinhas de natal, neve falsa, consequentemente temos as tradicionais canções de Natal para reforçar a atmosfera natalina na cidade. Para mudar um pouco de playlist, selecionamos 10 canções de Natal indies, algumas releituras, algumas originais, mas todas elas bem criativas:

 

1 Sufjan Stevens- “Put The Lights on the Tree”

Com o teclado típico de Stevens,coral, e letras bem simples,  Sufjan Stevens traz toda a magia natalina  com as ações simples do Natal ( colocar as luzes na árvora, ligar para a vó). Simples, esquisito, fofinho, mas é tudo que esperamos do Natal.

2 Jeremy Lister- “Santa’s Lost His Mojo”

Canção de Jeremy Lister (com um vocal que parece  Jamie Cullum), Jeremy  descreve tudo que deu errado com o Papai Noel e toda a boa ação e atmosfera natalina. Com bastante ritmo, e uma canção bem viciante, aí está uma canção nova para curtir o Natal:

3 Sufjan Stevens- “Christmas Unicorn”

Com trezentas referências ao Natal, tanto da tradição quanto da realidade natalina ( que por muitas vezes são hilárias). Com uma canção bem minimalista na primeira parte da canção, a melodia fica mais complexa e dançante com até um sample de Joy Division- “Love Will Tear Us Apart, Again”, bem melancólico na pista de dança lá pro final:

4 The Killers – “Don’t Shoot Me Santa”

Natal no deserto?! Sim, um dos melhores jams natalinos, “Don’t Shoot Me Santa” tem Brandon Flowers implorando para Papai Noel não matá-lo  em uma melodia bem intensa no refrão e as estrofes mais simples com o diálogo de Santa e Brandon. Baita música e  um dos clipes mais engraçados natalinos!

5  Sufjan Stevens- “Up On The Housetop”

Com Vesper Stamper também nos vocais, Sufjan Stevens transformou um dos clássicos de Natal com uma atmosfera mais urbana com melodia mais oltada para o R&B, mas sem tirar as excentricidades do cantor, com flautas , e a intensidade melódica que sempre aumenta a medida que a canção progride:

6 Julian Casablancas-  “I Wish It Was Christmas Today”

Com uma vibe bem rock com sininhos e bem dançandte, Julian Casablancas escreveu uma das melhores canções de rock natalinas  pra animar a festa de natal.  Com guitarras e uma bela bateria, Julian Casablancas consegue trazer bastante da atmosférica mágica de Natal para nós:

7 Alvarez Kings- “Walking In The Air”

Versão do Nightwish virou uma canção bem Indie nas mãos de Alvarez Kings ( alguns comparam com a versão da mesma música dos Maccabees), bem densa e soturna, a canção fica bem intensa com a vibe da banda (só encontramos registros ao vivo)

8 Phoenix- “Alone on the Christmas Day”

Uma versão de uma canção dos Beach Boys,e parte do especial A Very Murray Christmas (do lendário Bill Murray), “Alone on Christmas Day” é bem agitadinha e divertida, pra propositalmente trazer alegria e motivação pra aqueles que estiverem sozinhos no Natal:

9 Slow Club-“Christmas (Baby, please come home)”

Com uma baita produção com direito à coral, uma bateria e um ritmo alucinado, Rebecca Lucy Taylor deu uma versão bem mais agressiva para a canção de Mariah Carey, mesmo assim, com a doçura de Slow Club:

 

10 Milburn- “Last Christmas”

Releitura do clássico hit do Wham! ( banda original do George Michael),  a banda inglesa sempre incluiu a canção nos shows de final de ano. Com atmosfera única com todo o público cantando junto, é uma das melhores releituras da canção:

 

Nosso vídeo no Youtube:

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Top 15: Melhores canções de 2017

Final do ano chegou e preparamos nossa lista de melhores canções que deram a melhor trilha sonora para  alguns momentos deste ano. Algumas bandas famosas, outras nem tanto, algumas bandas repaginadas- tentamos escolher as canções mais significativas e que com certeza nos trouxeram coisas boas, confira:

 

1. “Feel It Still”- Portugal. The Man// “Ooh woo, I’m a rebel just for kicks, now
Let me kick it like it’s 1986, now”

Com um groove sensacional, em “Feel It Still” Portugal. The Man conseguiu trazer os fatos cotidianos junto com referências políticas tanto nos números dos anos 1986 ( Fight for your right to paaartyy- Beastie Boys), 1966 (ano de várias revoluções) quanto nas letras, e ainda emplacar na maioria das rádios como a mais pedida. Não à toa!

2. “Metropolitano”- Apanhador Só// “Bufa, pisca, venta, gela, grita e some/Reclama pelos canos/Leva todo mundo/Metropolitano”

Imitando sonoramente  um metro andando nos túneis, assim como um coração, logo começa o suingue, um samba mais antigo, falando da luta cotidiana que encontramos dentro doa vagões do trem- de assalto ao empurra-empurra, e geograficamente, sempre citando as estações do metrô de SP. Uma das descrições mais fiéis do transporte público paulistano.

 

3. “Hard Times” -Paramore// “Hard Times/ Gonna make you wonder why you even try”

Há diversas músicas que retratam bem como é ter depressão, mas nenhuma  consegue tão bem te fazer sentir bem falando abertamente sobre isso como “Hard Times”. Com um som mais tropical e com um refrão que faz expulsar os demônios, Paramore soube muito bem fazer um hit e tornar  os “tempos difíceis” mais leves.

 

4. “Los Ageless”- St. Vincent// “How can anybody have you/ how can anybody have you lose you/ And not lose their mind too”

Em um jogo de palavras bem esperto, “Los Ageless” tem riffs de guitarras, programação eletrônica e letras super ácidas sobre toda a superficialidade famosa de algumas pessoas que moram em Los Angeles.  Com um refrão super viciante, Annie Clark também confessa um pouco sobre amor, já que que esta também é uma canção romântica sobre um amor perdido.

5 “Wild Fire”- Laura Marling// “I think your mama’s kinda sad/And your papa’s kinda mean”

Violão e voz, Laura Marling consegue fazer sua mágica ainda mais poderosa em Semper Femina,  e “Wild Fire” é um destes exemplos. Descrevendo uma garota, e com o mote do álbum de como uma garota é vista e como se comporta com isso, a canção com violão espaçado e vocal rápido é deliciosa e uma das melhores canções que Marling já fez.

 

6 “Night Of The Long Knives”- Everything Everything// “Shame about your neighbourhood”

Explorando muito sabiamente todo o conflito geopolítico mundial para pedir  um pouco mais de compaixão do mundo, e ainda fazendo referência à Noite das Facas Longas (Hold Me On This Night of the Looooooooooong knives), Everything Everything traz sirenes, guitarras e um ritmo ótimo e poderoso com os falsetos e vocal rápido de Higgs, difícil não gostar.

7. “Oh Yeah”- Dutch Uncles// “Oh Yeah/When I got some money, for a great design/ Great big rise”

Melhor vibe anos 80, com um baixo sensacional e uma programação bem ritmada, “Oh Yeah” também traz um refrão contagiante  que mostra bem a versatilidade do vocalista do Dutch Uncles, Duncan Wallis. Canção bem pra cima e contagiante.

8 “Um Só”-Os Tribalistas// “Somos todos eles da ralé, da realeza/ Somos um só”

Com toda atmosfera gostosa de Tribalistas, bem orgânico com violões e uma percussão bem delicada. Marisa Monte, Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown cantam letras bem sacadas de que podemos nos desunir por ideologias, religiões, etc, mas que no final somos sempre os mesmos.

 

9 “Oceanica”- San Fermin//“Bleached love now we slide/Out of body, out of mind/ Into the abyss”

Descrevendo uma morte no mar/ oceano por afogamento, e todas as sensações borbulhando na mente no momento da morte,  a canção começa bem devagar e delicada com os vocais de Allen Tate e assim que a canção progride, novos elementos surgem até chegar no saxofone intenso no refrão que também rouba a cena no final da canção.

10 “Mourning Sound”- Grizzly Bear// “I woke to the sound of dogs/ To the sound of distant shots and passing trucks”

Com sintetizadores e um baixo bem marcante, Ed Droste divide os vocais com o baixista Daniel Rossen nos vocais, fazendo “Mourning Sound” ainda mais especial. Baterias espaçadas e uma atmosfera bem suave e bem viciante.

11 “Kindling”- Elbow// “Then my telephone shakes into life and I see your name/ And the wheat fields explode into gold either side of the train”

Ritmo imitando um trem em movimento, a canção que fecha “Little Fictions” tem uma carga emocional pesada relacionando as pessoas, lugares e aquele sentimento bom de lembrar uma pessoa. “Kindling” pode ser bem simples no instrumental, mas mantém a grandeza característica de Elbow.

12 “São Paulo”- Mallu Magalhães//“Sou gata da vida, eu venho do mato
Da selva de pedra, São Paulo”

Com bastante atitude, Mallu Magalhães fala da sua relação com a cidade de São Paulo! Cheia de metais e bem dançante, e com ótimas metáforas, a canção traz bem a evolução musical da cantora além de ser ótima para curtir.

13 “Lies”- Saint Petersburg// “But I don’t want your virtual kisses on my skin/ Give me something tangible/ Baby, let me in”

Recheada de guitarras, “Lies” é o primeiro single de Saint Petersburg (falecida The Ratells) mas traz uma energia tremenda com os vocais sempre impecáveis de Ashley Holland e aquela atmosfera de querer dançar gritando as letras da canção.

14. “Weekend” – The Coasts// “This whole week it’s been such downer, it’s got me feeling sour”

A dupla The Coasts surpreendeu com o single “The Weekend” que tem uma vibe bem de entrar de férias mesmo, com guitarras e bateria e uma ótima melodia pra dançar e aproveitar um dia de sol ( tem até algumas buzinas caso queira descer para a praia no fim de semana)

15. “3 WW”- alt-j//“Oh, these three worn words/Oh, that we whisper”

Primeiro single da era de Relaxer do alt-j, começa com um instrumental hipnótico  de um minuto até o vocal vir, contando uma história de amor. Com um refrão bem marcante, que impacta e chama atenção, outra característica do clipe é justamente a leveza e sensibilidade do amor.

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Melhores Álbuns Nacionais de 2017

2017  foi bem devagar no cenário brasileiro, pelo menos na primeira metade, alguns artistas lançaram singles e tudo mais, mas o grosso e a felicidade nacional veio na segunda metade do ano, com algumas surpresas (álbuns de vocalistas de banda, ou de algumas bandas beeeem  sumidas, ou daquelas que a gente prometia que nunca mais iria voltar). Pois bem, aqui está a nossa lista, com todos os álbuns que nos surpreenderam.

1 Meio Que Tudo é Um– Apanhador Só

Com um lançamento em súbito e algumas polêmicas envolvendo  a banda logo depois do lançamento ( e que infelizmente sujou o nome da banda), Apanhador Só conseguiu superar ainda mais na experimentação tão típica da banda levando o som indie até para outros estilos musicais, sem  deixar a marca tão característica da banda. As letras, ainda mais críticas, cheias de metáforas para pensar  e uma sensibilidade bem delicada, além do álbum ser bem viciante.

Faixas: “Metropolitano”, “O Creme e o Crime”, “Isabel Chove”, “Viralatice dos Prédios”, “Rj Banco Imobiliário”

2 Cícero & Albatroz– Cícero

Em um tom mais leve e até um pouco feliz, Cícero  coloca o nome da sua banda no álbum (Cícero e Albatroz) e explora os metais tanto nas músicas mais energéticas quanto as mais soturnas ( a melancolia característica do cantor ainda aparece em algumas canções. Com canções críticas  mas sempre com uma mensagem bem realista que a vida continua, Cícero não decepciona mais uma vez, e nos embala com mais um grande álbum na sua discografia.

Faixas: “Não Se Vá”, “A Ilha”, “A Cidade”, “Aquele Adeus”

Resenha: Leia Aqui

3 Tribalistas– Tribalistas

Demorou mas aconteceu, após 15 anos, o encontro de Marisa Monte, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes finalmente virou realidade com o álbum Tribalistas. Anunciado de repente com algumas canções lançadas  no meio de agosto,  o trio logo  liberou o álbum inteiro que mantém a essência do trio visto em 2002,  com todas as melhores percussões, vocalizações e letras e melodias.

Faixas: “Um só”, “Diáspora”, “Aliança”, “Baião do Mundo”, “Fora da Memória”

Recomeçar– Tim Bernardes

O vocalista do terno apostou no seu trabalho solo e acertou logo de cara. Com uma instrumentalização única, com piano e orquestra, Tim nos ofereceu um álbum bem coeso musicalmente, usando muito bem os instrumentos por sí mesmo e sem recorrer á batidas eletrônicas, Tim canta histórias de amor com uma sinceridade e delicadeza única.

Faixas: “Talvez”, “Não”, “Recomeçar”, “Era O Fim”, “Quis Mudar”

Vem– Mallu Magalhães

Após 5 anos do último álbum Pitanga, Mallu nos presenteou com Vem, encorporando mais sons brasileiros e flertando muito mais com samba e metais, a evolução musical da cantora paulistana é notória, embora nas letras o mais clássico do otimismo de Mallu ainda persiste.

Faixas: “São Paulo”, “Você Não Presta”, “Navegador”, “Vai e Vem”

Resenha: Leia Aqui

Todas As Bandeiras– Maglore

O melhor do indie brasileiro com pitadas bem boas de psicodélico, Maglore trouxe canções bem energéticas e cheias de reflexões nas letras das canções.  Cm uma vibe um pouco dos anos 80, e até um pouquinho de axé, Maglore mais uma vez confirma  o talento com outro ótimo trabalho:

Faixas: “Aquela Força”, “Todas As Bandeiras”, “Quando Chove no Varal”, “Valeu, Valeu”

Música de Brinquedo 2– Pato Fu

Sim, eles atacaram mais uma vez. A banda mais fofa do cenário brasileiro lançou em 2017 a segunda edição de Música de Brinquedo- uma compilação dos hits brasileiros e internacionais com melodias com instrumentos de brinquedo. Pra crianças e adultos, o álbum traz uma certa nostalgia misturada com a magia fofa de Pato Fu.

Faixas: “Livin’ La Vida Loca”, “Palco”, “I Saw You Saying”, “Every Breath You Take”, “Datemi un Martello”

Beijo Estranho– Vanguart

Mais um ícone da nova MPB experimental, Vanguart também lançou novo álbum. Beijo Estranho traz melodias gostosas, empolgantes e  até com um toque de Tame Impala  e letras características da banda. Mais ensolarado, mas com alguns traços de melancolia, a banda coloca riffs de guitarras, violinos em músicas únicas

Faixas: “Beijo Estarnho”, “Todas as Cores”, “Quente é O Medo”, “Pancada Dura”

9 Caravana– Café República

O primeiro álbum do Café República surpreende: um rock da melhor qualidade com pitadas de psicodélico ( e grande influência de Tame Impala) e um instrumental bem coeso e criativo que te leva para lugares bem distintos em cada canção, tanto com letras como na melodia deliciosa da banda.

Faixas:  “Dragão”, “Miragem”, “Caravana”, “Delírio”

10 Sintoma– Castello Branco

O segundo álbum do cantor traz algumas canções minimalistas, brincando bem com o som do violão e da voz, dando bem mais ênfase para as palavras e metáforas que fazem a mensagem que o cantor quer transmitir ressoar tão bem. Bem tocante ainda mais com o toque lindo da flauta em algumas canções !!

Faixas: “Coragem”, “Cara a Cara”, “Do Interior”, “Evidente”

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Melhores Álbuns Internacionais de 2017

2017 pode ter sido bem conturbado no mundo, mas já que aqui o que sempre ressaltamos é música, separamos os melhores álbuns que fizeram este ano mais leve, mais interessante e trouxeram uma proposta bem legal  tanto para a carreira do artista quanto  para o público.  Alguns deste álbuns ganharam resenha no site, outros não, mas todos eles nos fizeram pensar e nos trouxeram reflexão e bons momentos:

 

1 Masseduction– St Vincent

O quinto álbum de St. Vincent trouxe o melhor de Annie Clark: toda a sofisticação sonora de seus 2 últimos álbuns, St Vincent e Strange Mercy, com uma carga emocional e ácida mais presente em Marry Me e Actor.  Masseduction é apelativo, propositalmente, mas provoca várias reflexões de como anda a sociedade, além de como relacionamentos e humanos funcionam. Só queríamos um pouco menos de Antonoff (o produtor) neste álbum, o álbum seria provavelmente um pouco mais rock, mas seria brilhante do mesmo jeito.

Faixas: “Los Ageless”, “Hang On Me”, “Masseduction”, “Pills”, “Happy Birthday, Johnny”,”Slow Disco”

Resenha: Leia Aqui

2 A Fever Dream – Everything Everything

O quarto álbum da banda inglesa Everything Everything, A Fever Dream, passou despercebido por muita gente. Talvez pela simplicidade proposital do álbum- pelo menos nas letras, mais diretas e com metáforas mais claras, e o tema de como o mundo está afetando as pessoas comuns- ou até o primeiro single mais “fraco” que toma um contexto um pouco maior inserido no álbum, o álbum não apelou muito para a crítica. No entanto, dentro da simplicidade também está a atmosfera eve, mais dançante, mais experimental e sensível da banda, trazendo faixas bem mais calorosas e uma humanidade bem difícil de encontrar no cenário atual.

Faixas: “A Fever Dream”, “Night of the Long Knives”, “Ivory Tower”, “White Whale”, “Desire”, “Good Shot, Good Soldier”

Resenha: Leia Aqui

3 Little Fictions– Elbow

Sim, provavelmente você não vai achar Elbow nas listas de melhores álbuns, mas pouco gente resenhou ou realmente escutou o álbum. A banda de Manchester conseguiu mais uma vez fazer um álbum grandioso, mas desta vez, cheia de sensibilidade  e sofisticação nas letras de Guy Garvey. A banda também não deixou o experimental de lado, utilizando algumas vezes bateria eletrônica junto com a clássica orquestra da banda, dando mais intensidade às canções. Little Fictions fala sobre o dia dia, nas coisas mais impactantes assim como detalhes:

Faixas: “Magnificent(She Says)”, “All Disco”, “Kindling”, “Montparnasse”, “Little Fictions”

Resenha: Leia Aqui

4 Belong– San Fermin

 

O terceiro álbum da banda de Brooklin é bem mais fácil de digerir que os anteriores. Abordando temas como o dia dia na banda e mesmo assim flertando com morte e sobrenatural nas letras ( e conectando temas entre canções) a banda ainda continua sonoramente sempre desafiadora com os metais e melodias, sendo que o som sempre passa também muita informação sobre emoções e sensações. Mais acessível mas sem perder a complexidade.

Faixas: “Perfume”, “Dead”, “Oceanica” e “Bride”

Resenha: leia aqui

5 Semper Femina-Laura Marling

Mais uma vez, Laura Marling consegue surpreender não só pelas letras de Semper Femina, abordando o universo feminino à distância com um ponto de vista sempre dúbio entre feminino e masculino, mas também em  questão sonora, “Soothing” é uma das canções mais tocantes já feitas pela cantora, além de explorar  algo mais minimalista- sem perder a suavidade e peso nos lugares necessários e tornar a complexidade se seu trabalho ainda mais acessível ao público.

Faixas: “Soothing”, “Wild Fire”, “Nouel” e “Next time”

Resenha: Leia aqui

6 Utopia- Bjork

Mais uma vez a islandesa Bjork nos ofereceu um trabalho minucioso, relatando ainda como está lidado com a separação, mas desta vez se redescobrindo. Com metáforas de ninfa no jardim do éden, o álbum tem orquestra de flauta, coral, e uma programação bem leve para oferecer uma atmosfera bem leve para esta fase da cantora, que redescobre o amor e consegue ver a vida por outro ponto de vista ( mas muito das mágoas ainda reaparecem nas letras da cantora).

Faixas: “Utopia”, “Courtship”, “Paradisia”, “Future Lover”

7 Planetarium–  Sufjan Stevens, Nico Muhly, James McAlister, Bryce Dessner

Em 2012 os músicos Sufjan Stevens, Nico Muhly, Bryce Dessner e James McAlister somaram seus talentos e todos colaboraram com Planetarium, um projeto que aborda tanto os planetas do sistema solar como também as implicações destes planetas na vida. Com a orquestração de Nico Muhly, a guitarra brilhante de Bryce,  a percussão bem criativa de James McAlister e as letras sempre instigante de Sufjan Stevens, Planetarium traz o melhor de cada um do time, com uma produção mais detalhada, mais voltada para o eletrônico e com uma atenção especial aos detalhes e a como isso pode se transformar em sensações:

Faixas: “Jupiter”, “Venus”, “Mercury”, “Neptune”e “Uranus”

Resenha: Leia Aqui

8 Sleep Well Beast– The National

Com uma atmosfera um pouco soturna mas fazendo um rock pop de altíssima qualidade, “Sleep Well Beast” traz canções que conversam muito bem programações eletrônicas assim como os instrumentos mais orgânicos, incluindo a voz sempre grave e cheia de idiocracias do Matt  Berninger, assim como as letras que trazem o tenro, com uma atmosfera de algo errado.

Faixas :  “Day I Die”, “Dark Side of The Gym”, “Guilty Party”, “Sleep Wel Beast”,

9 Crack Up- Fleet Foxes

Em 11 faixas, a volta de Fleet Foxes foi bem densa e etérea. Crack Up pode não ser um álbum tão fácil assim, mas a produção instrumental bem feita e bem peculiar, traz também uma atmosfera um pouco nostálgica dos anos 70, mas sem perder a sofisticação atual. A banda mais uma vez nos presenteia com um álbum conciso e desafiador:

Faixas: “Mearcstapa”,  “If You Need To, Keep Time On Me”, “Cassius”, “Fool’s Errand”

10 Prisoner-Ryan Adams

Mais um álbum de coração partido de Ryan Adams,  Prisioner nos proporciona outras canções super sinceras sobre  as tão comuns decepções amorosas, embaladas por uma guitarra bem poderosa, relembrando um pouco dos anos 80, até com uma atmosfera meio Bruce Springsteen em algumas faixas.

Faixas: “Do You Still Love Me?”, “Doomsday”, “To Be Without You”, “Tightrope”, “Shiver and Shake”

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