Backstreet Boys em São Paulo- 26/02/2011

Nunca tive problema em assumir que sou fã de Backstreet Boys. Acho eles um puta grupo musical, embora não toquem nenhum instrumento no grupo, eles são cantores excepcionais que, em conjunto, tem uma sonoridade única.

Os acompanho desde Julho de 1998, quando ao depois de ouvir “As Long As You Love Me” e comprar o cd  e ver algumas intervistas do Howie (quando veio em divulgação em SP na época), decidi virar fã e não me arrependo até hoje. Sempre me mantive fiel à banda até nos tempos de hiato musical, e sempre ouvia os albuns em casa principalmente o Millennium e Backstreet’s Back. Quando em 2005 os meninos voltaram com Never Gone, soube que houve uma evolução considerável, de acordo com a maturidade da banda. As letras eram mais maduras e melodias mais elaboradas, o que também ocorreu no sucessor, Unbreakable, que em minha opinião é o melhor album da banda, em que intensificou-se a sofisticação não deixando para trás o jeitinho pop. Após o grande show e album, fiquei desapontada quando em outubro de 2009 escutei This Is Us. A volta como produtor Max Martin não foi saudável e muitas músicas pareciam adaptadas para a banda, deslocando a  sonoridade tipica e introduzindo de modo errado as influências eletrônicas inspiradas claramente no som à la Lady GaGa e Britney Spears.

Assim, com a sonoridade de This Is Us e com a pouca divulgação da banda no Brasil, nem tinha suspeitas de que a banda visitaria o país novamente. Mas fiquei surpresa ao saber numa segunda à tarde que a banda voltaria à terras tupiniquins para apresentações. Fiquei histérica, até a compra de ingressos numa manhã chuvosa, em que, graças à Ticket For Fun (que desapareceu com a cota de estudantes da pista VIP) conseguiu estragar a alegria de muitas fãs. Comprei meu bilhete para a pista, e continuei minha vida escutando muito Unbreakable e pouco This Is Us.

O dia chegou e nem fiquei tão nervosa como das outras vezes. Como sempre, cheguei cedo, e fiz amizade na fila (as fãs dos Backstreet boys são muito legais na fila). E é engraçado como estes americanos conseguem juntar tanta gente e trazer tantas boas histórias. As horas se arrastavam até às 10 da noite, mas com muita diversão.

Dentro da casa de show, esperava a apresentação sabendo que aqueles minutos seriam os últimos que conseguiria respirar direito. Ao começar o show cameras postas e ansiedade. A abertura foi perfeita com os meninos saindo de um telão, para logo após começarem a cantar o Hino “Everybody”. O show foi repleto de sucessos da banda intercalados com as músicas de This Is Us ( “Bigger”, “P.D.A”, “If I knew Then” e as fracas “This Is Us”, “Undone” e “You Need Love”) e, como sempre foram impecáveis no vocal e nas coreografias. O tema do show foi Cinema e, realmente, o tema funcionou muito bem, principalmente com os “trailers” feitos pelos integrantes onde encarnam os personagens favoritos de seus filmes: A.J. fica com o Clube da Luta, Brian como príncipe de Encantada,Howie toma vez no Velozes e Furiosos e Nick como o Neo de Matrix. Alguns momentos foram emocionantes, especialmente em “Show Me the Meaning of Being Lonely” e “I Want It That Way”. Infelizmente, a única músicas dos dois últimos albuns foi a belíssima Incomplete.

Houve também algumas homenagens de fãs. Após de “P.D.A.”, as fãs cantaram “Happy Birthday” para o Brian que completou 36 aninhos  e nas últimas músicas encheram balões em verde e amarelo para homenagear os garotos. Quanto aos Backstreet Boys, somente foi posto uma bandeira brasileira ao fundo, e eles não usaram camiseta do time brasileiro no final.

Ao final do show, quando os meninos entraram na tela e os créditos subiram. Os sentimentos ficaram confusos. Foi um ótimo show, mas não o melhor, a falta de uma banda de apoio foi sentida, e mesmo que o DJ mandasse bem até mesmo com a bateria eletrônica e discotecasse com alguns funks e criando até um som interessante, isso não substituiria a parte orgânica da música, elemento que faltou no This Is Us e que está em extinção na música pop comercial.

Foi um bom show, fiquei muito feliz por vê-los de novo, por cantar e curtir o show (mesmo esmagada) .Saí do show nas nuvens, contente, rindo à toa tentando relembrar os momentos mais significantes, as brincadeiras nos palcos, o sentimento de cantar a música junto como se este fosse o único objetivo na vida. Mas mesmo assim, algo me diz: poderia ter sido melhor….

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