Planeta Terra Festival 05/11/2011

Desde que anunciaram o line-up do planeta Terra, que incluia The Strokes no line-up curti pacas, e estava pronta para comprar os ingressos. Mas a massa de fãs dos garotos (hoje não tão garotos) dos Strokes é tão grande que os ingressos esgotaram em menos de 15 horas, e eu que iria até deixar meus afazeres pessoais para ir comprar os ingressos na Fnac da Palista, desisti…(ah! curto Strokes mas não tanto assim).

Mas foi quando anunciaram White Lies que me arrependi de não ter comprado o ingresso, que na altura do campeonato, estava sendo vendido por aqueles sortudos a um preço exorbitante. Sou muito fã da banda londrina, e faço até parte da equipe do Whiteliesbrasil.com. Seria um disperdício, mas enfim…até que me conformei.

Mas nos 45 minutos do segundo tempo, finalmente consegui um ingresso para conferir o show, demorou muito para cair a ficha, mas enfim tinha um ingresso para ver o Festival mais esperado no Brasil no ano de 2011.

Com várias mudanças no line up (a tediosa The Vaccines, e a fofíssima Peter Bjorn & John desmarcaram  no meio do caminho) o line-up final até que me chamou atenção. Os dois palcos traziam artistas em ascenção que valem a pena conferir (brasileiro Criolo e Bombay Bicycle club- que aposto que muitos indies de botique nem sabiam quem era- e Beady Eye, do irmão Gallegher, Liam)

Cheguei no Playcenter, segunda edição do Planeta Terra  no parque de diversões, e contrariando tudo que pensava….sim, deu certo, o lugar é perfeito para um show de rock, principalmente com várias bandas. Quando consegui entrar, estava no palco Nação Zumbi, tinha pouca gente na frente do palco, mas quem tava lá era pra garantir Strokes (sim a última atração) ao vivo…mas tinha uns bobos alegres curtindo o som mesmo da Nação- uma das bandas mais representativas da cena pernambucana. Após alguns momentos de acerto de palco, conferi com uma amiga minha o show do White Lies, esperadíssimo da minha parte. Mas com um playlist mal-planejado, o show começou animadíssimo para ficar morno e encerrar bem o segundo show da banda no Brasil. Fiquei bem na frente do baixista Charles Cave, o gênio que escreve as letras das músicas e traz toda a aura do White Lies. Foi um show bom, mas não banca o “show particular” que eles fizeram no Design For Humanity do ano passado. Já Broken Social Scene, que a Feist(!) já participou, foi a maior surpresa minha! Além de ter um roadie lindo que ficou tirando suspiro da platéia feminina, o som deles é fantástico, contagia, faz você bater palma curtir, dançar…são cerca de 9 integrantes, que alternam nos instrumentos musicais e são super empolgados no palco. Muito bom, mas o mais deprê foi saber que os shows no Brasil eram os últimos feitos pela banda…sim Brasil, vi o último show do BSS, e to feliz em descobrir a banda, e triste de ter presenciado a ultima performance ao vivo no Brasil.

Me recusei em ver Interpol na situação em que estava na frente do palco, assisti duas canções, e depois fui comer algo. Conheço pouquíssimo de Interpol, apesar de até curtir o som…Voltei no Beady Eye, assisti um pouco e tentei ver o outro palco que iria ter Bombay Bicycle Club…desisti ao ver que seria esmagada como num metrô da Sé as 6pm…queria saber como os caras se sentiram, pois isso com certeza não acontece na Inglaterra. Já Beady Eye….um dos meus maiores defeitos musicais é saber um repertório super pequeno do Oasis, admito. Tinha ouvido só “Roller”, mas a performance do Liam é simplesmente igual ao Oasis, parecia que estava vendo a própria banda, mas ainda faltava algo essencial….Beady Eye parece um Oasis vazio, além do fato do vocalista estar claramente chapado no palco……..dorgas, manolo total, né Liam?!

E finalmente, o Playcenter ficou pequeno para os Strokes….Os caras mandam muito bem ao vivo. A galera tava mesmo em peso para ver mesmo o Strokes, e com certeza, o show foi histórico. Começando com “New York Cops”, e passando pelas clássicas alternadas com algumas do último album decepcionante Angles, Julian Casablancas e companhia me mostrou finalmente porque tanta babação de ovo pra banda deles…Realmente Strokes é muito bom pra ser verdade, show de vc ficar paralizado cantando as letras mentalmente e pirando de vez em quando..foi o ritual mais louco que passei que me lembrou para que serve música: uma narrativa mestra que envolve o particular para o bem coletivo. Cada voz, cada pulo, cada emoção contou……belíssimo show, um puta festival. Planeta Terra 2011, foi histórico.

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