Dingo Bells- Auditório Ibirapuera (20/04/2018)

Quem: Dingo Bells
Onde: Auditório Ibirapuera
Quando: 20/04/2018

Dingo Bells apareceu recentemente e se não fosse por uma playlist no Spotify, talvez nunca me depararia com “Eu Vim Passear”, um dos singles e hinos de Maravilhas da Vida Moderna– primeiro álbum da banda que despontou o som único do trio para o cenário nacional. A partir de 2015, a banda viu o sucesso decolar e hoje  é talvez um dos principais nomes do cenário rock brasileiro

O lançamento do segundo álbum Todo Mundo Vai Mudar, assim como a turnê do disco, aconteceu no Auditório Ibirapuera, um dos palcos mais importantes do país e plataforma para o que está acontecendo de legal no cenário brasileiro. Com um público bem variado, mas com a maioria com letras de Maravilhas na ponta da língua, assim como alguns singles de Todo Mundo Vai Mudar, os três membros da banda Diogo Brochmanm (voz/guitarra), Rodrigo Fischmann (voz/bateria) e Felipe Kautz (voz/ baixo) contaram com o reforço do já conhecido (quarto membro) Fabricio Gambogi  e também com um trio de sopros, que entrou nas canções que necessitavam dos instrumentos . Começando logo com a agitada e ótima “Sinta-se em Casa”, primeiro single do álbum, a banda logo já mostrou coesão não somente no som, mas também na química entre os integrantes, seguindo com a ótima mpb/ groove de “O Que Não Se Vê de Cara”. A primeira mudança de lugares acontece- o trio de sopro sai de cena, Rodrigo toma os vocais, Felipe vai para a bateria e Fabricio e Diogo trocam de lugares para que “Maria Certeza” fosse performada com um coral delicado da plateia.

Retomando os lugares, a densa “Ser Incapaz de Ouvir”  trouxe uma atmosfera um pouco pesada, mas com aquele ótimo riff de guitarra lidera o encerramento a canção. Um sentimento de otimismo é retomado com a faixa-título “Todo Mundo Vai Mudar” também cantada por alguns membros da platéia que começava a se coltar e com a belíssima ao vivo “Tem Pra Quem” com um violão afinado fazendo o pessoal sentado balançar a cabeça com o som!

Uma surpresa acontece e uma tela desce em frente da banda. Imagens de TV chuvisco e as sombras dos integrantes são projetadas na tela, criando um efeito bem legal para o espectador. A banda muda novamente de lugar para tocar a psicodélica “Aos Domingos (Quando eu Resolver)” com Diogo nos vocais  e a lindíssima “Meias Palavras ” com aquela belíssima harmonia vocal do começo da canção.

O telão saiu e duas canções do Maravilhas foram apresentadas: “Dinossauros” foi cantado em coro pela plateia, com um fofinho desenho de céu passando no telão atrás da banda, seguido por “Funcionário do Mês”, também cantada pela platéia. Um jam magnfico com metais foi feito, apresentação da banda de sopro e  fecharam a noite a animada “Tudo Trocado” de Todo Mundo Vai Mudar e o hit “Eu Vim Passear” outro maior coro da noite e encerrando com muita gente saindo da cadeira com “Olhos Fechados Pro Azar”.  Foi um show intenso e bonito, e com um gostinho de quero mais.

Logicamente, o público pediu mais, e o bis logo veio, assim como mais uma surpresa: a parte do auditório que dá para o parque foi aberta, dando uma vista linda para o campo e as árvores  e as faixas que encerram o disco “Na Carona” e “A Sua Sorte” também fecharam o show com chave de ouro.

A qualidade de Dingo Bells ao vivo impressiona não só pelo fato da execução da música, mas principalmente como os integrantes se comunicam entre si no palco, dançando juntos, brincando e passando uma energia super positiva para a platéia. Muitas vezes a banda pediu participação da platéia, brincando com sons e frases fazendo um show bem prazeroso.  Por ser um show “sentado”, a iluminação do show foi feita com esmero, transmitindo bastante a atmosfera das canções.

Seria interessante rever um dia um show de Todo Mundo Vai Mudar para ver quando as canções finalmente forem memorizadas pelo público com uma participação mais intensa.Porém  se o show só depender da entrega e performance da banda, é garantia que  Dingo Bells consegue trazer uma das melhores atmosferas de shows para não só se divertir, mas refletir sobre a vida.

 

Fizemos resenha do álbum Todo Mundo Vai Mudar aqui.