Móveis Coloniais de Acaju- Auditório Ibirapuera 11/02/2012

Uma das bandas que mais me empolga no cenário musical brasileiro no momento é a banda brasiliense Móveis Coloniais de Acaju. A banda é grande, em vários aspectos: além do nome, tem 9 integrantes (4 deles são da parte dos metais – trombone, sax tenor e barítono, e flauta transversal) e ainda tem letras e canções brilhantes, misturando do ska ao bom e velho rock & roll com ritmos brasileiros e com sons do Leste Europeu, a banda me conquistou com o primeiro e incrível album Idem, e com o fofíssimo e genial segundo album C_mpl_te.

Eis que este é o terceiro show do Móveis que compareço, mas infelizmente o único que consegui checar inteiro ( tive que sair nos 2 primeiros shows mais cedo para conseguir pegar o último transporte público disponível em SP). Mas desta vez estava tudo acertado para curtir um show na íntegra no lugar mais inusitado pra um show dos Móveis: o Auditório Ibirapuera.

Ao chegar neste tipo de show você vê de tudo, do fã hard-core  até os posers de botique. Enfim, Móveis consegue misturar todos em uma Feijoada Bulgara (como a própria banda define o seu som). No auditório haviam de crianças à idosos, mas a grande massa jovem se reunia na frente do palco, pois uma coisa é certa- no show do Móveis é humanamente impossível ficar parado.

A banda abriu o show com a contagiante “Perca -Peso (A Terceira Metade de meu Estresse)”,  o que fez todo o público pular seguindo por “Descomplica” que contou com a irreverência do Alexandre (o cara do trombone)  dando pulos de quase meio metro e com a simpatia de André Gonzales, o vocalista- sempre sorridente e cheio de energia para fazer as danças mais bizarras e divertidas. Durante as canções, os caras da banda sempre pedem para o público participar do som (uma das ínumeras características mágicas desta banda) em  “Perca Peso” o público bate palmas em algumas partes da música e em “Descomplica” é feita a famosa “ola” com o público, tudo com muita diversão comandada principalmente por André, Alexandre e Beto (flauta transversal). “Lista de Casamento” quebrou justamente o playlist que o Auditório deu na entrada, sim imprevisibilidade, o que deixava o show mais especial ainda. O show seguiu e novas músicas foram apresentadas, pois, graças aos bons deuses do Olimpo, o terceiro album da banda está a caminho ainda para este ano. Dentre as músicas novas estão “Aconselho”(que teve até uma breve introdução do vocalista, pro pessoal cantar junto), “De Lá Até Aqui” e foi também apresentado até um video feito em um projeto no Campus Party (“sabe aquele lugar que tem a internet rápida??” #piada de André Gonzales). O show seguiu com outras músicas como “Bem Natural” e “Cheia de Manha”, mas teve bis, com direito a ter “Copacabana” e lógico “Adeus” para encerrar o show com chave de ouro e vontade de outra dose de Móveis.

De vários shows que assisti Móveis está sempre um patamar acima. Todas as músicas que eles tocam fazem as pessoas balançarem e curtir o som. Mas há também os highlights que simplesmente te fazem viver os minutos da canção intensamente e cantar e dançar que nem um louco- é bem notável isso quando tocam “Cão Guia”, “Bem Natural” (com direito aos uh-uhs), “O Tempo”( cantada em coro pela platéia)e com certeza, a mais esperada em qualquer show do Móveis: “Copacabana” que faz todas as pessoas que compareceram ao show participar da roda, primeiro jogando as mãos de um lado pro outro “na malemolência” pra depois seguir cantando “hey” no compasso da música até ela explodir….em alegria.

O show do Móveis é diferente, vibrante. A química entre os integrantes é tão intensa que parece que eles estão brincando no palco, eles falam entre sí, arranjam coreografias, cantam, riam, chamam a galera pra entrar na onda deles, e o mais importante: dá pra ver a paixão que eles tem ao entrar no palco e cantar, é nítido a felicidade nos olhos de todos os integrantes, o que dá um baita motivo para nós (da platéia) nos empolgarmos e simplesmente nos entregarmos para este som contagiante que tira todas as tristezas e problemas da nossa vida, pelo menos por alguns momentos. Não é um simples show, é um evento (sem nenhum apelo à fogos de artifício), uma experiência de vida de explosão de todos os sentimentos bons, porém há só um efeito colateral: o som do Móveis vicia, assim como seus shows se tornam indispensáveis para você ter mais um motivo para sorrir na sua vida. Obrigada Móveis!

Se ainda duvida da magia do show do Móveis, confira o show também gravado no Auditório Ibirapuera em 2010, que virou DVD:

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