Alvarez Kings -O2 Academy Sheffield (Tramlines Festival)- 23/07/2011

Uma das bandas que mais me emplogaram nos últimos tempos é Alvarez Kings. A banda é bem conhecida em Sheffield e tem uma base de fãs fiel e bem animada. Com o recém lançado EP Patience is Strength, que ganhou até turnê em países como Itália e Bélgica, soube que a banda, com certeza, tocaria no Tramlines Festival e seria impossível perder essa super banda.

Os quatro integrantes (que incluem os irmãos Simon e Paul Thompson, vocalista e baixista, respectivamente) marcaram presença no festival de Sheffield em 3 shows: um no dia 22, que não consegui ver, infelizmente, por causa de outros shows acontecendo no festival. Contudo, no sábado dia 23 de Julho, houve uma overdose de Alvarez Kings, sendo que num primeiro show, a banda tocou as versões de suas canções acústicamente no teatro da Biblioteca de Sheffield, com uma platéia bem animada (que chamava os integrantes, tirando uma da cara dos mesmos toda hora) e seleta. Mesmo um pouco intimidades com os amigos da  platéia, foi impossível não tirar os olhos dos integrantes, que deram alma de uma forma super delicada e sensível para as energéticas canções da banda. O violão e a caixa, substituindo a guitarra elétrica e a  bateria deram um toque super delicado aos arranjos e canções como “An Honest Dilemma”, a calminha “Picking Up the Pieces”, “Two to Tango” e a brilhante “The Sequel” que contou até com a participação da galera na parte: “And it all works out in the end.” de tirar o fôlego.  E mais uma vez, como aconteceu com outras bandas queridas que assisti, fiquei sem reação, sentada na cadeira cantando mentalmente as canções e não acreditando no que via.

 

Mesmo em estado alfa saindo do show, algo muito maior me esperava. A banda faria um segundo show, desta vez, enorme, no O2 Academy de Sheffield, uma das maiores (!) e mais importantes da cidade. Com uma super produção de som, que estava impecável, mais uma vez a banda reuniu  um grande número de pessoas, e embora muitos com a presença de muitos adolescentes de recém 18 anos aproveitando a oportunidade pra ficar de porre, a banda foi capaz de envolver todos nom som empolgante e animador. O palco era pequeno e a proximidade com o público também deu uma aura legal para o show. A banda repetiu quase o mesmo playlist do show acústico no teatro, no entanto, a presença de “You, Me, Them, Us” trouxe uma energia extra pro show e a novata “Clever Little Acronyms” deu uma refrescada nos animos e a certeza de que a banda tem muito talento pra escrever canções de pura qualidade.

A presença de palco e interação entre os integrantes é mágica, a banda toca como banda grande. Não só a qualidade das letras e canções, mas ao vivo, a coisa é maior ainda. É massivo, empolgante, capaz de fazer você ter um sentido na vida, de sentir a canção em seu corpo e sentir-se vivo. Acho que não há palavras para descrever como é a sensação durante e pós show, esses caras deveriam tocar em grandes festivais e conhecendo o mundo, pois é muito melhor que muita bandinha hype que a NME apoia e que, de boa, não tem o carisma, a energia e a vibe desta banda. Eu só quero ver essa banda no Brasil com o merecimento digno…este Tramlines Festival foi histórico!

 

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