The Dodos- Individ

O duo de São Francisco, The Dodos mal esperou Carrier (2013) ser lançado para já trabalhar no novo disco Individ. Com somente um ano e três meses de diferença, o sexto álbum do agora duo segue a linha dos álbuns anteriores quanto à experimentação de batidas e sons, mas traz um tom alegre pouco visto no pesado Carrier ( com razão, álbum altamente influenciado pela morte do integrante Christopher Reimer).  Segue então a review do álbum de somente nove canções mas que abriu Janeiro de forma magnífica.

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1. Precipitation // “Are we connected?/ Can we connect?”

Abrindo de forma majestosa o álbum, “Precipitation” já mostra os três elementos principais da banda: dedilhados e riffs de guitarras geniais, bateria em ritmos inovadores e alucinantes embaladas pela voz ora suave ora firme de Meric Long. Ritmo hipnotizante a faixa fica num clima até o final onde se intensifica com a guitarra e bateria em mais uma sessão compassada. A terceira e parte final da canção, o ritmo é mudado o riffs de guitarra entram, e se mesclam com o refrão da canção.

2. The Tide // “Is this the right time or should I wait for this?”

Bateria e voz com um som incessante de guitarra, assim começa a canção para logo vir riffs geniais no refrão dando uma nova dimensão pra canção. “The Tide” é energética, rápida, direta, mas sem deixar de ser leve, a sim,com pequenos detalhes que fazem a diferença.

3. Bubble // “Is this too much for you to handle”

“Bubble” é um pouco mais delicado e mais devagar, com um tom pop para a melodia. Logan Kroeber faz uma batida mais tradicional  e o riff de guitarra traz um tom mais jovial à canção. Esta á a faixa mais  “normal” da banda, mas riffs de guitarra e alguns outros detalhes provam a assinatura da banda

4. Competition //”“Is this your goal/ My friend, my foe/ Competition”

A primeira canção a ser divulgada, junto com o álbum é uma das canções mais empolgadas e energéticas do álbum. Com bateria abrindo para logo depois riffs de guitarras invadirem e trazerem mais cor para a canção, roubando o show. O ritmo alegre e leve da canção destoa com o pesar das letras- uma competição nem sempre é tão bom assim. Um dos pontos altos do álbum.

5. Darkness // “Dark, Darkness was over ahead”

A canção mais fofa do álbum com uma linha melódica forte mas delicada. O cuidado de Long ao cantor é nítido, além da guitarra ser substituída pelo violão, sem deixar o experimentalismo de lado. Atenção para o dedilhado e o refrão mais intenso e emocionante, além do jam no final da canção.

6. Goodbyes and Endings // “And if I cannot be still, would you be alone, would you care”

Segunda canção disponibilizada pela dupla. O solo de guitarra mescla com a bateria rápida para depois se juntar com os vocais de Meric Long. A delicadeza do refrão que conta com a voz de Brigid Dawson( Thee Oh Sees) antecede o solo de guitarra espetacular,  para depois voltar ao eixo da canção. A canção repete esta montanha russa de ritmos até terminar com sons de bateria

7. Retriever //  “Is this still what you want”

Lançada alguns dias antes do lançamento oficial de Individ, “Retriever”  tem as guitarras sujas em ritmo hipnotizante e com os vocais sóbrios e calmos de Meric Long. O refrão tem um baixo intensificante e “ah ah ah ah ah ah ahhhhs” para cantar ou deixar a canção mais leve . A canção fica um pouco mais alegre no final, com um solo sem as baterias, uma leveza para logo voltar alterada pela distorção sonora.

8. Bastard// “I feel your need to recover, I’m  no longer bastard”

Segundo os próprios integrantes, a faixa tem um tom de Game of Thrones bem nítido nos vocais carregados e no tom pesado das guitarras. A faixa é a mais curta e tem um mix de melancolia e raiva, parece feita para aqueles dias nublados onde nada dá certo.

9. Pattern/ Shadow// “Your shadow remains/your pattern, your shadow”

Flerte entre guitarras e bateria, a canção começa com um delicioso jam, logo começam os vocais de “Pattern /Shadow” com tom mais vagaroso, com vocais repetitivos suaves de Long e ritmo também calmo. Logo na metade a música muda para um ritmo mais intenso com guitarras e bateria a pleno vapor e a segunda parte da canção. A distorção da guitarra dá um plus a mais na canção. E é assim que The Dodos se comporta, indo para o pesado ao sublime ( e vice-versa) em um piscar de olhos.

 

Além de ser um álbum um pouco mais leve ao anterior Carrier mas ainda continuar com as características essenciais da banda ( os diferentes riffs, dedilhados e ritmos da guitarra de Meric Long, assim como seus vocais e a batida e percussão  inovadora e rápida de Logan Kroeber ), Individ traz uma múltipla possibilidades de canções, todas mostrando uma viagem sonora com poucos instrumentos e bastante visceral. Ao escutar Individ,  é impossível identificar os sons que possam seguir- a imprevisibilidade dos ritmos letras e melodias aparecem na maioria das canções e surpreendendo o ouvinte. Em dez anos de carreira The Dodos mostrou amadurecimento mas sem se afastar das raízes que os guiaram e Individ é a prova que a banda pode inovar bastante com aqueles elementos que sempre apostaram.

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