Lucy Rose- Work It Out

Artista: Lucy Rose
Álbum: Work It Out
Gravadora: Columbia, Sony Music
Lançamento: Julho/ 2015

Lucy Rose ainda não é um nome muito conhecido, mas isso não indica que seu som deva ficar escondido. A garota de 26 anos, viciada em chá, lançou seu primeiro álbum, Like I Used To em 2012 e desde então tem chamado atenção da mídia por suas canções de atmosfera intimista e sua voz suave e por seus clipes simples e super criativos- ou por suas participações nos vocais de algumas canções do Bombay Bicycle Club. Lucy é multi-instrumentalista e consegue fazer um pop esperto tanto nas palavras quanto nas melodias- que na primeira ouvida parece ser simples, mas há muitos detalhes que fazem o som  ser mais especial.

O segundo álbum, Work It Out, Lucy diz que tentou sair um pouco de sua zona de conforto, trazendo mais elementos para as músicas, tentar outros ritmos com mais pianos e instrumentos elétricos em contrapartida de seu primeiro álbum, Like I Used To (2012), onde muitas canções foram compostas no próprio quarto da cantora com seu violão. Os desafios da vida na estrada também a impulsionou a tentar compor em seu Ipad, onde os primeiros rascunhos de algumas canções desta era saíram. Segue então, a nossa resenha faixa a faixa.

Lucy-Rose-Work-It-Out

1. For You// “But why’d you have to go so soon?/Cause it’s not fair to underestimate my love”

Em tom intimista com um violão acompanhando, com uma interpretação sincera-é assim que Lucy abre o álbum com uma confissão sobre o esforço que está prestes a fazer para seu amor e afirma que é uma das canções com mais conteúdo pessoal. Esta música leva o tema chave do álbum e dá um primeiro gosto desta parte da vida de Lucy.

2. Our Eyes// “Our eyes stuck looking at/ Our eyes are making out”

Com batidas eletrônicas como introdução e dando o ritmo até o final da canção, Lucy descreve com destreza o momento em que os olhares se prendem e tanto é falado com os olhos, aquele momento em que mesmo sabendo que a pessoa está errada, é impossível não perdoá-la depois de olhar nos olhos. Influência eletrônica e sobreposições de voz são pontos altos do primeiro single do álbum.

3. Like An Arrow// “Oh, won’t you comfort me?/ Talk to me, you speak so sweetly”

Voltando ao acústico em seu segundo single, Lucy usa o violão e sua voz para falar sobre a saudades que sente de seu amor e como começou o relacionamento- oportunidade que pegaram como uma flecha.Refrões explodem em sons suaves e em frases contagiantes feitas para cantar juntas. Segundo Lucy, é uma canção é simples, mas nem por isso foi fácil de se escrever.

4. Nebraska// “And I’m walking on thin ice/ To find who I really am”

Começando com sons eletrônicos para ir para uma deliciosa melodia com pianos, baixo e bateria em uma sintonia perfeita, a canção que traz lembranças da cidade de Nebraska, nos Estados Unidos tem letras de voltar a seu amor. Pontos altos da canção estão no refrão e a explosão de sons para o final da canção, e lógico, o arranjo de cordas!

5. Köln// “And you wake up broke but you feel just fine, too young to/Know what happens inside”

Com ritmo animado ao som das guitarras com um ritmo meio matemático, as palavras são cantadas ao passe da música, agitado, seguindo principalmente a linha de baixo. Segundo Lucy, a canção foi escrita quando estava em turnê e recebeu o nome Köln por ser a primeira cidade onde a fora tocada.

6. Shelter// “Cause oh we’ve come too far/ To live this alone would be a crime”

Balada com camadas de eletrônico e letras retratando as memórias de um relacionamento assim como seu futuro incerto, a canção é suave e sincera. Lucy afirma que a canção foi escrita em passagens de som quando ela e seus músicos criavam jams sobre a canção “Shiver”, alguns acordes  da canção foram base para “Shelter”

7. My Life// “This is my life/ And I give it all to you”

A guitarra acústica acompanha mais uma confissão melancólica de Rose, mas “This is My Life” vem com um recheio eletrônico delicioso, a medida que a música cresce até o segundo refrão- detalhe também para os arranjos de cordas e backing vocals.

8. Fly High (Interlude)// “Now I fall down without you”

Um Jam totalmente maravilhoso e dançante com batidas suaves eletrônicas. Prazer para os ouvidos em um minuto e vinte e sete segundos!

9. Till The End// “Am I gonna make you mine?/ Can I really change your mind?”

Uma das canções mais pop do álbum, com estrutura perfeita para fazer sucesso com um refrão arrebatador, e sim as batidas eletrônicas suaves estavam lá também, assim como as letras sobre conquista. Segundo Lucy, esta foi a última música que entrou no álbum, gravada antes de entrar em turnê.

10. Cover Up// “I watch the light go down/ My mind is open”

Surpreendendo com toques de músicas orientais, feitas principalmente pelo piano e as batidas eletrônicas, em que as voz de Lucy segue cantando as letras nos versos da canção, “Cover Up” é talvez a canção que mais representa esta nova fase da cantora.

11. She’ll Move// “First time on your own/No one knows where you should go

Canção calma com toques em eletrônico e lembrando um pouco R&B, a canção alterna as vozes de Lucy com uma voz masculina. A canção passou por muitas transformações na estrutura, já que antes era puxada mais para o rock. Uma curiosidade legal é que uma fã que escreveu para Lucy contando como as canções do primeiro álbum a ajudaram a superar fases e projetar o futuro inspirou as letras, que falam justamente desta superação.

12. Work It Out// “If we’re gonna, if we’re gonna do this right”

Balada com batidas eletrônicas e um piano dando a atmosfera da canção, e atenção pelos vocais suaves relatando os problemas da relação, de como consertá-la são as principais características da canção. Lá pelo meio da música os sons se intensificam, deixando a  mistura mais interessante.

13. Into The Wild// “How to know how to feel/ About you”

A última canção do álbum é acústica em uma pegada que lembra bastante a Jewel em Pieces Of You para logo depois parecer bastante uma Laura Marling, uma fusão que funciona bastante. Confusões sentimentais são tratadas com uma delicadeza surpreendente na canção, fechando o álbum com uma emoção especial.

Conseguir juntar aspectos de eletrônicos e casar tão bem com o som característico do artista não é uma tarefa fácil, especialmente para os cantores mais voltados ao folk. Mas Lucy conseguiu colocar elementos eletrônicos tão leves que não só integrou bem ao som, como também  fez com que seu som ficasse mais encorpado, sem perder a assinatura tanto de sua voz suave como também de sua melodia. Work it Out pode soar repetitivo quanto às letras, principalmente àquelas voltadas a relacionamento, mas o álbum é um prazer aos ouvidos- canções como “Our Eyes”, “Till The End”, “Cover Up” são exemplos de quão versátil pode ser as batidas eletrônicas inseridas nas músicas, feito que Lucy também consegue com canções mais “orgânicas” como “Like An Arrow” e “Klön”.  Lucy confirma que apesar de fazer música folk, é capaz de fazer um pop com muita qualidade, ótimo para acalmar os ânimos e se renovar.

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