Melhores Álbuns Nacionais de 2018

2018 pode estar no fim mas trouxe vários álbuns que não só marcaram o ano, mas vão continuar conosco por bastante tempo. O campo nacional foi bem produtivo com a volta de alguns nomes que esperávamos a tempo, ou aquele álbum que surgiu e conquistou nossos corações. Aqui está nossa seleção dos álbuns que mais ouvimos, absorvemos e aprendemos neste ano.

 

1 Dingo Bells- Todo Mundo Vai Mudar

O segundo álbum do Dingo Bells só confirma a habilidade da banda em abordar temas de complexidade nas letras com metáforas variadas em um ritmo irresistível e abrindo para um pouco de experimentação (“Aos Domingos”). Com o tema “Mudança” a banda trafega por diversos momentos em que enfrentamos mudanças na nossa vida, seja com amigos, passar do tempo etc, além de escrever letras com extrema sinceridade.

Destaques: “Sinta-se em Casa”, “Todo Mundo Vai Mudar”, “Tudo Trocado”, “Na Carona”

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2 5 a Seco- Síntese

Demorou para o sucessor de Policromo (2014) surgir, mas 5 a seco surpreendeu bastante com o terceiro álbum Síntese. Com 13 faixas, a banda experimenta bastante com guitarras ( que é um dos melhores toques especiais do álbum) mas ainda mantém a docilidade das letras (especialmente as canções escritas por Tó Brandileone), além de oferecer as letras cheias de metáforas boas e aliterações.

Destaques: “Ventos de Netuno”, “Ela, Ele e Eu”, “O Mar Dentro da Concha”, “Na Onda”

3 Jay Vaquer-  Ecos do Acaso e Casos de Caos

Jay Vaquer conseguiu com Ecos do Acaso e Casos de Caos emplacar mais uma nomeação ao Grammy com este álbum, e foi merecido. Cheio de guitarras bem executadas, além de ter uma roupagem mais direta comparada ao antecessor “Canções de Exílio”- que  dá corpo às letras também complexas e cheias de trocadilhos e aliterações pra pensar, Jay mais uma vez traz o melhor do rock nacional com ótimas melodias, parte do musical que o cantor escreveu.

Destaques: “Despas de Deux”, “Ecos do Acaso e Casos de Caos”, “Cada Cadáver”, “Tona”

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4 Bixiga 70- Quebra Cabeça

Engraçado com um grupo de amigos do Bixiga que se juntaram pra fazer um som conseguiram elaborar canções super viciantes em que é humanamente não ficar parado. Com ritmos que englobam sons brasileiros, latinos e africanos, Bixiga 70 tem inovado o instrumental brasileiro e Quebra Cabeça é aquele álbum que não se consegue ouvir pela metade.

Destaques: “Quebra- Cabeça”, “Ilha Vizinha”, “Areia” e “Camelo”

5 Barro- Somos

Segundo álbum do pernambucano Barro veio tão interessante e instigante quanto o primeiro álbum. Com algumas experimentações com eletrônico e mantendo a ótima influência do som de Recife viva na música, Barro também oferece ótimas letras embaladas em suas melodias.

Destaques: “Fogo Tenaz”, “Somos”, “Seja Você” e “E Quem Vai Saber?”

 

6 Mauricio Pereira- Outono do Sudeste

O ex integrante do Mulheres Negras e pai do Tim Bernardes (aposto que já sabiam disso) oferece em  Outono do Sudeste melodias delicadas com sopros, violões e varias influências como samba e rock- assim como o jeito único de Maurício Pereira cantar: ora delicado, ora atropelando com palavras e imagens.

Destaques: “Tudo Tinha Ruído”, “Florida”, “Maldita Rodoviária” e “Não Me Incommodity”

7 Baleia- Coração Fantasma

Ok, Coração Fantasma é um EP- mas o impacto foi grande com as três canções que a banda carioca lançou. Continuando com a atmosfera um pouco pesada que a banda explorou em Atlas (2016), a banda desenvolve canções intrigantes levadas pela voz suave de Sophia com letras bem desenvolvidas.

Destaques: “Eu Estou Aqui”, “A Mesma Canção” e “Lulu” (Sim, o EP inteiro)

8 Mahmundi- Para Dias Ruins

Ainda utilizando os sons eletrônicos, mas desta vez arriscando e experimentando com sons mais brasileiros, Mahmundi ainda surpreende com suas letras sobre amor e arranjos um pouco mais calmos e sem perder a magia da sua música.

Destaques: “Alegria”,” Imagem”, “Tempo Para Amar”, “Felicidade”

9 El Efecto- Memórias do Fogo

A banda carioca que mistura diversos tipo de musicalidades tanto brasileiras como internacionais em ritmos alucinantemente bons, como uma boa viagem sonora em cada faixa do álbum. Somando ótimas letras com boas reflexões sobre a vida moderna e ótimos arranjos que acompanham todo o storytelling das faixas.

Destaques: “Café”, “Um Drama da Humanidade Manada”, “O Monge e o Executivo”

10 Rubel- Casas

Com uma produção bem esmerada, Rubel traz canções simples mas colocando letras com boas histórias, Rubel consolida sua carreira com Casas (embora a sonoridade ainda se pareça muito com Cícero em alguns momentos). Cuidado também com a melancolia forte das canções.

Destaques: “Colégio”, “Pinguim”, “Explodir”

Sobre samarasammy

A simple girl lost in thoughts and feelings-
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