Melhores Álbuns Internacionais de 2017

2017 pode ter sido bem conturbado no mundo, mas já que aqui o que sempre ressaltamos é música, separamos os melhores álbuns que fizeram este ano mais leve, mais interessante e trouxeram uma proposta bem legal  tanto para a carreira do artista quanto  para o público.  Alguns deste álbuns ganharam resenha no site, outros não, mas todos eles nos fizeram pensar e nos trouxeram reflexão e bons momentos:

 

1 Masseduction– St Vincent

O quinto álbum de St. Vincent trouxe o melhor de Annie Clark: toda a sofisticação sonora de seus 2 últimos álbuns, St Vincent e Strange Mercy, com uma carga emocional e ácida mais presente em Marry Me e Actor.  Masseduction é apelativo, propositalmente, mas provoca várias reflexões de como anda a sociedade, além de como relacionamentos e humanos funcionam. Só queríamos um pouco menos de Antonoff (o produtor) neste álbum, o álbum seria provavelmente um pouco mais rock, mas seria brilhante do mesmo jeito.

Faixas: “Los Ageless”, “Hang On Me”, “Masseduction”, “Pills”, “Happy Birthday, Johnny”,”Slow Disco”

Resenha: Leia Aqui

2 A Fever Dream – Everything Everything

O quarto álbum da banda inglesa Everything Everything, A Fever Dream, passou despercebido por muita gente. Talvez pela simplicidade proposital do álbum- pelo menos nas letras, mais diretas e com metáforas mais claras, e o tema de como o mundo está afetando as pessoas comuns- ou até o primeiro single mais “fraco” que toma um contexto um pouco maior inserido no álbum, o álbum não apelou muito para a crítica. No entanto, dentro da simplicidade também está a atmosfera eve, mais dançante, mais experimental e sensível da banda, trazendo faixas bem mais calorosas e uma humanidade bem difícil de encontrar no cenário atual.

Faixas: “A Fever Dream”, “Night of the Long Knives”, “Ivory Tower”, “White Whale”, “Desire”, “Good Shot, Good Soldier”

Resenha: Leia Aqui

3 Little Fictions– Elbow

Sim, provavelmente você não vai achar Elbow nas listas de melhores álbuns, mas pouco gente resenhou ou realmente escutou o álbum. A banda de Manchester conseguiu mais uma vez fazer um álbum grandioso, mas desta vez, cheia de sensibilidade  e sofisticação nas letras de Guy Garvey. A banda também não deixou o experimental de lado, utilizando algumas vezes bateria eletrônica junto com a clássica orquestra da banda, dando mais intensidade às canções. Little Fictions fala sobre o dia dia, nas coisas mais impactantes assim como detalhes:

Faixas: “Magnificent(She Says)”, “All Disco”, “Kindling”, “Montparnasse”, “Little Fictions”

Resenha: Leia Aqui

4 Belong– San Fermin

 

O terceiro álbum da banda de Brooklin é bem mais fácil de digerir que os anteriores. Abordando temas como o dia dia na banda e mesmo assim flertando com morte e sobrenatural nas letras ( e conectando temas entre canções) a banda ainda continua sonoramente sempre desafiadora com os metais e melodias, sendo que o som sempre passa também muita informação sobre emoções e sensações. Mais acessível mas sem perder a complexidade.

Faixas: “Perfume”, “Dead”, “Oceanica” e “Bride”

Resenha: leia aqui

5 Semper Femina-Laura Marling

Mais uma vez, Laura Marling consegue surpreender não só pelas letras de Semper Femina, abordando o universo feminino à distância com um ponto de vista sempre dúbio entre feminino e masculino, mas também em  questão sonora, “Soothing” é uma das canções mais tocantes já feitas pela cantora, além de explorar  algo mais minimalista- sem perder a suavidade e peso nos lugares necessários e tornar a complexidade se seu trabalho ainda mais acessível ao público.

Faixas: “Soothing”, “Wild Fire”, “Nouel” e “Next time”

Resenha: Leia aqui

6 Utopia- Bjork

Mais uma vez a islandesa Bjork nos ofereceu um trabalho minucioso, relatando ainda como está lidado com a separação, mas desta vez se redescobrindo. Com metáforas de ninfa no jardim do éden, o álbum tem orquestra de flauta, coral, e uma programação bem leve para oferecer uma atmosfera bem leve para esta fase da cantora, que redescobre o amor e consegue ver a vida por outro ponto de vista ( mas muito das mágoas ainda reaparecem nas letras da cantora).

Faixas: “Utopia”, “Courtship”, “Paradisia”, “Future Lover”

7 Planetarium–  Sufjan Stevens, Nico Muhly, James McAlister, Bryce Dessner

Em 2012 os músicos Sufjan Stevens, Nico Muhly, Bryce Dessner e James McAlister somaram seus talentos e todos colaboraram com Planetarium, um projeto que aborda tanto os planetas do sistema solar como também as implicações destes planetas na vida. Com a orquestração de Nico Muhly, a guitarra brilhante de Bryce,  a percussão bem criativa de James McAlister e as letras sempre instigante de Sufjan Stevens, Planetarium traz o melhor de cada um do time, com uma produção mais detalhada, mais voltada para o eletrônico e com uma atenção especial aos detalhes e a como isso pode se transformar em sensações:

Faixas: “Jupiter”, “Venus”, “Mercury”, “Neptune”e “Uranus”

Resenha: Leia Aqui

8 Sleep Well Beast– The National

Com uma atmosfera um pouco soturna mas fazendo um rock pop de altíssima qualidade, “Sleep Well Beast” traz canções que conversam muito bem programações eletrônicas assim como os instrumentos mais orgânicos, incluindo a voz sempre grave e cheia de idiocracias do Matt  Berninger, assim como as letras que trazem o tenro, com uma atmosfera de algo errado.

Faixas :  “Day I Die”, “Dark Side of The Gym”, “Guilty Party”, “Sleep Wel Beast”,

9 Crack Up- Fleet Foxes

Em 11 faixas, a volta de Fleet Foxes foi bem densa e etérea. Crack Up pode não ser um álbum tão fácil assim, mas a produção instrumental bem feita e bem peculiar, traz também uma atmosfera um pouco nostálgica dos anos 70, mas sem perder a sofisticação atual. A banda mais uma vez nos presenteia com um álbum conciso e desafiador:

Faixas: “Mearcstapa”,  “If You Need To, Keep Time On Me”, “Cassius”, “Fool’s Errand”

10 Prisoner-Ryan Adams

Mais um álbum de coração partido de Ryan Adams,  Prisioner nos proporciona outras canções super sinceras sobre  as tão comuns decepções amorosas, embaladas por uma guitarra bem poderosa, relembrando um pouco dos anos 80, até com uma atmosfera meio Bruce Springsteen em algumas faixas.

Faixas: “Do You Still Love Me?”, “Doomsday”, “To Be Without You”, “Tightrope”, “Shiver and Shake”

Sobre samarasammy

A simple girl lost in thoughts and feelings-
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