Arctic Monkeys- AM

Demorei para escrever algo sobre os Arctic Monkeys, mas com um propósito que será explicado durante o post. As notícias sobre a banda andaram aparecendo desde Maio/ Junho deste ano e até agora, quase no final de Julho ainda recebemos informação do novo trabalho dos meninos de Sheffield. A primeira canção a ser lançada foi “R U Mine?” ano passado e este ano apareceram “Do I Wanna Know ” e nos shows “Mad Sound”, e recentemente o lado B “2013”.

Arctic-Monkeys-AM

Eis que esperei para ver se o material seria compatível ao que conheço, mas o novo material dos Arctic Monkeys não soa como Arctic Monkeys. Vários integrantes da fã-base da banda torceram o nariz para as letras de “2013” que tinham as redes sociais Instagram e Twitter  e refrão pobre (It’s 2013, all across the Galaxy). Mas logo em “Do I wanna Know” haviam coisas já que me deixavam intrigada: a batida da música (que não é o que o batera Matt Helders geralmente faz) e os backing vocals (que muitas vezes me lembravam o Howie D na segunda voz nos Backstreet boys). Alex desde Humbug vem deixado de tratar sobre ambientes e escrever sobre amor e relacionamentos amorosos, e me parece que é isso que acontece na maioria das faixas de AM. Os garotos deram um passo ousado ao fazer Humbug (2009), que é um bom album, mais conceitual, mas erraram ao ir para o pop em Suck it And See. Em AM, segundo a revista NME desta semana, a banda decidiu experimentar e ir para um lado mais R&B, o que realmente é muito forte especialmente na canção “Why You Only Call Me when You’re High” o que ficou estranho para a banda que tocava rock com uma pegada tão diferente em meados de 00. “Do I wanna Know” e “Why you Only Call me when you’re high” me lembram nem Dr. Dre ou Aaliyah que eram febre no final dos anos 90 e eram top do Top 10 EUA, mas sim Backstreet’s Back dos Backstreet Boys. Se os Monkeys quiseram inovar, erraram feio: a liricidade de Turner não é mais a mesma, apesar da técnica de rimas internas e aliterações continuarem impecáveis, as metáforas são até boas, mas soam o mais do mesmo. Os riffs salvam nesta fase, as guitarras são o que sobressaem e trazem uma certa euforia, mas o ritmo perdeu a essência, a autenticidade, caiu  na mesmisse da rádio. Algo muito sério se perdeu na música dos Arctic Monkeys, não é o mesmo som; e a genialidade das batidas e da melodia, junto com as letras cheias de críticas implícitas do humor ácido e irreverente ficaram em algum  lugar da América, o que foram os aspectos que justamente  que me fizeram me apaixonar pela banda, ainda mais, pelos integrantes conseguirem tal maturidade musical numa idade bem jovem. Eu não sei mais o que esperar do Arctic Monkeys, a mudança foi muito radical, mas não de um modo em que a banda buscou horizontes ainda não explorados na música, e se é para ouvir pop + R&B, prefiro escutar o que escutava no final dos anos 90, pelo menos, isso faz mais sentido para o contexto da época.O álbum AM será lançado dia 9 de setembro. confira “Do I wanna Know”:

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Sobre samarasammy

A simple girl lost in thoughts and feelings- Graduated in Languages (Portuguese and English) and crazy to find new sounds.
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